quarta-feira, 20 de abril de 2011

Louis Féraud


 Louis Féraud nasceu em Arles, França em 13 de Fevereiro de 1921. Estilista, pintor e autor de alguns livros. Foi casado duas vezes e teve uma filha Dominique (conhecida como Kiki).  Serviu como tenente da Resistência francesa na Segunda Guerra Mundial. Féraud se inspirava em várias culturas principalmente as da América do Sul, há o uso sensível das cores, formas geométricas, bordados, o uso divertido do preto e brando faz parte do seu projeto, por ser um homem que admirava, adorava as mulheres isso fez com que ele entrasse para o mundo da alta costura francesa, produzia para mulheres à procura de conforto e liberdade mas sem perder a sensualidade.

                                              
                                                       
                                                                                                                  Louis Féraud e suas obras


  
Em 1947 se estabelece em Cannes e em 1950 cria sua primeira “Maison de couture”, a qual foi prestigiada por muitas estrelas de cinema como Roger Vadim e Brigitte Bardor ,que após usar os vestidos em público começava uma onda de Féraud com isso alavancou a reputação do estilista que dentro de uma semana chegou a vender 500 vestidos.


                                  Vestido com bordado                             Vestido de Louis Féraud



Em seguida tornou-se figurinista. Em 1958, teve sua primeira apresentação em um evento de moda em Paris, se juntou ao grupo de “haute-couture” como Dior, Balenciaga, Lanvin e Givenchy, sua fama percorreu EUA, Japão e a Europa.


                                               Evento de moda em Tóquio


 Em 1960 mudou-se para Paris e contratou jovens designers desconhecidos como Jean-Louis Scherrer, Féraud cria seu primeiro perfume chamado de Justine. Em 1968 apresentou a linha em Moscou e lá descobriu Tamara (uma bailarina) e ela se tornou a primeira modelo russa em Paris.


                                                     Féraud e sua modelo



 Apresentou o prêt-à-porter no Rio de Janeiro e começou a vender também no Brasil. Em 1970 assinou um contrato com a Fink (Alemanha) para uma coleção senhoras prêt-à-porter, abriu showrooms em Paris, Londres, Nova Iorque e Dusseldorf. A grife abriu várias lojas em tudo o mundo e também criou roupas e perfumes masculinos. Em 1978 ganhou o prêmio “Golden Thimble Award” da sua coleção Primavera/Verão Haute couture collection. Em 1980 desenvolve vários perfumes entre eles o Fantasque com a Avon dois anos depois lança o o perfume Fer para homens.


                                         Perfume em parceria com a Avon



 Em 1984 ganhou novamente o “Golden Thimble Award” para o Primavera/Verão. Em 1987 sua filha Kiki teve sua primeira contribuição para a coleção de alta costura. Féraud nunca deixou sua paixão por pintura de lado, pintava paisagens, flores e moda nu também eram vendidos em Paris e Londres e em 1988 foi eleito o melhor em uma exposição de pintura em Paris, as suas pinturas eram vendidas pelo mesmo preço de suas roupas de alta costura, Louis lança uma linha sportwear. Em 1996 Féraud abri o caminho para sua filha e ela lança a sua primeira coleção de alta costura.


                                                     Kiki Féraud mostra sua obra

 Em 1999 o grupo Holandês têxtil a Secon comprou a Féraud, em Dezembro Féraud morre aos 79 anos. A marca ainda produz luxo também com acessórios, relógios, jóias, cosméticos, óculos de sol.
  

Bibliografia

Sites

Livro
Enciclopédia da moda – Georgina O’hara Callan.

Givenchy

Após o período da guerra o vestuário feminino sofreu várias mudanças, pois o fim da guerra trouxe também o fim do racionamento de tecidos. A silhueta feminina ficou bem marcada e as saias ganharam mais volume, o que trazia aos anos 50 a volta da feminilidade, do luxo e da sofisticação perdidos no período da guerra. O estilo ingênuo e chique adotado na época ficou marcado por Audrey Hepburn e Grace Kelly. A alta-costura viveu seu apogeu em Paris, pois só volta de 1955 as revistas começaram a publicar coleções de prêt-à-porter, muitos produtos tornaram-se símbolos de elegância, foi a partir daí que começou o processo de democratização da moda.

O estilista frances Hubert Givenchy ganhou destaque na alta costura parisiense por seus vestidos clássicos, sofisticados e femininos.Seu interesse pela moda veio desde muito cedo,pois seus avô colecionavam tecidos o que despertava o seu interesse.Cursou a Escola de Belas Artes em Paris,trabalhou para varias maisons como Robert  Piquet, Lucien Lelong e Schiaparelli. Em 1952 aos 24 anos abriu sua Maison em Paris, revolucionando a alta-costura da época. A admiração pelo estilista Balenciaga trouxe influencia nítida a sua coleção masculina lançada mais tarde.


                                                     


                                                                                              
                                                                                                                       Hubert Givenchy

O filme “Bonequinha de luxo” só veio para consolidar ainda mais o sucesso do estilista e a sua parceria com a sua amiga Audrey Hepburn, que representou muito bem o estilo Givenchy em um vestido preto simples e sofisticado, que até hoje é lembrado e copiado em editorias de moda, como o da revista Vogue edição de novembro de 2010 que traz Anne Hathaway.
                                            
                                      
Em 1995 fez seu ultimo desfile e John Galiano assumiu seu lugar na marca, que depois ocupado por Alexander McQueen e em seguida porJulien Macdonald. Riccardo Tisci é o atual estilista da marca Givenchy mantendo o estilo da marca no pret-à-porter e na alta-costura, que sempre tem seu lugar de destaque entre as famosas em eventos como o Oscar.

        Audrey Hepburn (1954), Cate Blanchett (2011), Zoe Saldanha (2010), Anne Hathaway (2011), Mila Kunis (2011), Giuliana Rancic (2010) e Natalie Portman(2011).
                                 




Inverno Givenchy 2011/2012
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As apostas de inverno de prêt-à-porter da marca foram apresentadas em Paris, em um desfile intitulado de “Jardim de Inverno”, que trouxe um mix de tendências como o couro, a mistura de tecidos leves com tecido pesados, transparências, casacos estruturados nos ombros, a volta do escapin, ankle boots e maquiagem leve.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Hubert_de_Givenchy

Dior

    Christian Dior nasceu em 21 de janeiro de 1905 em Granville um glamoroso balneário francês no canal da mancha, o lugar era famoso na Europa da belle époque por suas festas de carnaval, nessas Christian descobre o seu talento para a criação de máscaras e fantasias. Filho de um influente empresário, junto com seus quatro irmãos tiveram uma educação rígida e foi obrigado a estudar para se tornar diplomata, mais tarde desistindo do curso e contra a vontade do pai abriu uma galeria de arte em Paris onde trabalhava com obras de artistas como Salvador Dalí e Jaen Cocteau, em 1929 com a falência do pai é obrigado a vender a galeria e a procurar trabalho passando como figurinista do Le Figaro, como assistente dos costureiros Robert Piguet e Lucien Lelong e vendia seus croquis para algumas maisons em Paris. Em 1946 com o apoio do Industrial têxtil Marcel Boussac Dior abre sua própria Maison na Avenue Montaigne.

                                                              
Christian Dior no primeiro desfile de sua Maison.                          Maison Dior 1946 na Avenue Montaigne.


   Em seu desfile de estréia em 12 de fevereiro de 1947 surgiu à coleção batizada pela jornalista de moda norte-americana Carmel Snow, da revista Harper’s Bazaar, como new look, representando a maior revolução na história da moda, que definiu o padrão do vestuário feminino para os anos 50. A guerra havia terminado em 1945 e deixado em ruínas a feminilidade da mulher européia, que se viu obrigada a trocar vestidos por uniformes. Uma alternativa genial de Christian para o momento o new look a primeira de uma série que valorizava o luxo através dos tecidos e da aplicação de rosas de seda em roupas e acessórios e valorizava o busto com a cintura fina e as saias com muito volume. Tendo como ícone o tailleur bar um casaquinho de seda beje com a cintura muito marcada, saia ampla plissada preta, complementado por luvas, sapatos de bico fino e saltos altos e chapéu. Reacendeu assim a auto-estima e a elegância das mulheres bem como o glamour e a reputação da alta costura parisienses, ambas abaladas pela Segunda Guerra. Em apenas um ano, a coleção new look teve mais de dez mil encomendas. À volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich. Dez anos depois de se tornar, da noite para o dia, o maior nome da moda, Christian Dior morre de infarto do miocárdio, aos 52 anos, em 1957. Se estivesse vivo, teria completado 100 anos.


         
 New look proposto por Dior em 1947.                Evita Perón de vestido Dior dado a ela pelas mãos do

                                                                                     próprio estilista na posse de seu marido.                

"Nós saímos de uma época de guerra, de uniformes, de mulheres-soldados, de ombros quadrados e estruturas de boxeador. Eu desenho femmes-fleurs, de ombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas. Quero construir meus vestidos, moldá-los sobre as curvas do corpo. A própria mulher definirá o contorno e o estilo."
Christian Dior

  
     Vestido da coleção new look de 1947.          Christian medindo a distancia da barra da saia.


 Após a morte de Christian no final da década de 50, Yves Saint Laurent assume a criações da Maison permanecendo lá até o final da década de 80 sendo substituído por Gianfranco ferre que assinou as coleções até meados dos anos 90, durante décadas ambos manteram e reeditaram de forma clássica e criativa o conceito de feminilidade e elegância pregado por Christian em sua rápida e marcante passagem pela moda.
                                                                      
             
                                          Criações de Yves Saint Laurent para Dior


John Galliano, The Calling of The Phoenix                
              Criações de Giafranco ferré para a haute couture da lendária Maison francesa.


   Em 1997 o Inglês John Galliano assume a direção criativa da marca ministrando um reposicionamento bem-sucedido e trazendo jovialidade a marca, mais sem perder de forma alguma o legado deixado por seu fundador, a nova mulher Dior é exuberante, provocante, moderna e como não poderia deixar de ser sofisticada ao extremo.

                                                                           
        Christian Dior
     Haute couture primavera verão 2005                       Haute couture outono inverno 2004/2005



   
                                    Exemplo de Surrealismo moderno da Maison

      
Vídeo do desfile haute couture outono inverno 2004/2005



                       
     Haute couture outono inverno 2005/2006                                    Haute couture primavera verão 2009






             Acessórios complementam o estilo altamente feminino e exuberante característicos da griffe.








                     
 Haute couture outono inverno 2010/2011                        Haute couture primavera verão 2011                    



                                                                                                                                                                          
                
               Make-up Dior                                                      foto do talentoso e exuberante Galliano




                            Haute couture primavera verão 2011 o último de Galliano para a Dior.



    Desfile de haute couture em homenagem aos 60anos da Maison Dior e 10anos de Galliano
                                                realizado no chateau de Versailles.



   
                       Uma das imagens que decoram o hall principal da Maison Dior da avenue Montaigne.





Maison Dior na Avenue Montaigne em Paris, até hoje está localizada no mesmo número
                                                  que foi fundada em 1946.



 A herança estética e comportamental que Christian Dior assim como Yves Saint Laurent, Giafranco Ferré e John Galliano por meio dos trabalhos realizados na Maison e de um valor inestimável, desde o inicio buscando de forma vanguardista valorizar e favorecer a mulher, segundo Dior o corpo da mulher deve ser a medida e a inspiração para as criações.Desde então alguns estilistas vem trabalhando essa temática seja como referência para algumas criações como foi o caso de Marc Jacobs para o inverno 2010/11 na Louis Vuitton que usou o estilo lady-like dos anos 50 como força motriz para compor os looks e acessórios  ou até mesmo com o estilo trabalhado como identidade de uma marca como é o caso do estilista Brasileiro Samuel Cirnansck que se utiliza da alfaiataria impecável e ajustes para a valorização da silhueta  e dos volumes exuberantes das saias.


cirnansck2.jpg
                                Alguns looks desfile de Samuel Cirnansck na SPFW inverno 2010
                                                                                                                                            

                          
    Uso da alfaiataria no verão 2009/2010                      ensaio para a revista Elle




Campanha Louis Vuitton outono inverno 2010/2011 valorizou o corpo feminino e o estilo dos anos 50

Bibliografia:



Sites:

vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=L6R2pxz-2tU&feature=related


livros: Pelo mundo da moda. Griffes, criadores e modelos - Lilian Pacce
Galliano: Romantic, realist and revolucionary – Colin McDowell