Em seu desfile de estréia em 12 de fevereiro de 1947 surgiu à coleção batizada pela jornalista de moda norte-americana Carmel Snow, da revista Harper’s Bazaar, como new look, representando a maior revolução na história da moda, que definiu o padrão do vestuário feminino para os anos 50. A guerra havia terminado em 1945 e deixado em ruínas a feminilidade da mulher européia, que se viu obrigada a trocar vestidos por uniformes. Uma alternativa genial de Christian para o momento o new look a primeira de uma série que valorizava o luxo através dos tecidos e da aplicação de rosas de seda em roupas e acessórios e valorizava o busto com a cintura fina e as saias com muito volume. Tendo como ícone o tailleur bar um casaquinho de seda beje com a cintura muito marcada, saia ampla plissada preta, complementado por luvas, sapatos de bico fino e saltos altos e chapéu. Reacendeu assim a auto-estima e a elegância das mulheres bem como o glamour e a reputação da alta costura parisienses, ambas abaladas pela Segunda Guerra. Em apenas um ano, a coleção new look teve mais de dez mil encomendas. À volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich. Dez anos depois de se tornar, da noite para o dia, o maior nome da moda, Christian Dior morre de infarto do miocárdio, aos 52 anos, em 1957. Se estivesse vivo, teria completado 100 anos.
New look proposto por Dior em 1947. Evita Perón de vestido Dior dado a ela pelas mãos do
próprio estilista na posse de seu marido.
"Nós saímos de uma época de guerra, de uniformes, de mulheres-soldados, de ombros quadrados e estruturas de boxeador. Eu desenho femmes-fleurs, de ombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas. Quero construir meus vestidos, moldá-los sobre as curvas do corpo. A própria mulher definirá o contorno e o estilo." |
Christian Dior |

Vestido da coleção new look de 1947. Christian medindo a distancia da barra da saia.
Após a morte de Christian no final da década de 50, Yves Saint Laurent assume a criações da Maison permanecendo lá até o final da década de 80 sendo substituído por Gianfranco ferre que assinou as coleções até meados dos anos 90, durante décadas ambos manteram e reeditaram de forma clássica e criativa o conceito de feminilidade e elegância pregado por Christian em sua rápida e marcante passagem pela moda.
Criações de Yves Saint Laurent para Dior
Criações de Giafranco ferré para a haute couture da lendária Maison francesa.
Em 1997 o Inglês John Galliano assume a direção criativa da marca ministrando um reposicionamento bem-sucedido e trazendo jovialidade a marca, mais sem perder de forma alguma o legado deixado por seu fundador, a nova mulher Dior é exuberante, provocante, moderna e como não poderia deixar de ser sofisticada ao extremo.

Haute couture primavera verão 2005 Haute couture outono inverno 2004/2005

Exemplo de Surrealismo moderno da Maison
Vídeo do desfile haute couture outono inverno 2004/2005

Haute couture outono inverno 2005/2006 Haute couture primavera verão 2009

Acessórios complementam o estilo altamente feminino e exuberante característicos da griffe.

Haute couture outono inverno 2010/2011 Haute couture primavera verão 2011


Make-up Dior foto do talentoso e exuberante Galliano

Haute couture primavera verão 2011 o último de Galliano para a Dior.

Desfile de haute couture em homenagem aos 60anos da Maison Dior e 10anos de Galliano
realizado no chateau de Versailles.
Uma das imagens que decoram o hall principal da Maison Dior da avenue Montaigne.
Maison Dior na Avenue Montaigne em Paris, até hoje está localizada no mesmo número
que foi fundada em 1946.
A herança estética e comportamental que Christian Dior assim como Yves Saint Laurent, Giafranco Ferré e John Galliano por meio dos trabalhos realizados na Maison e de um valor inestimável, desde o inicio buscando de forma vanguardista valorizar e favorecer a mulher, segundo Dior o corpo da mulher deve ser a medida e a inspiração para as criações.Desde então alguns estilistas vem trabalhando essa temática seja como referência para algumas criações como foi o caso de Marc Jacobs para o inverno 2010/11 na Louis Vuitton que usou o estilo lady-like dos anos 50 como força motriz para compor os looks e acessórios ou até mesmo com o estilo trabalhado como identidade de uma marca como é o caso do estilista Brasileiro Samuel Cirnansck que se utiliza da alfaiataria impecável e ajustes para a valorização da silhueta e dos volumes exuberantes das saias.

Alguns looks desfile de Samuel Cirnansck na SPFW inverno 2010

Uso da alfaiataria no verão 2009/2010 ensaio para a revista Elle

Campanha Louis Vuitton outono inverno 2010/2011 valorizou o corpo feminino e o estilo dos anos 50
Bibliografia:
Sites:
vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=L6R2pxz-2tU&feature=related
livros: Pelo mundo da moda. Griffes, criadores e modelos - Lilian Pacce
Galliano: Romantic, realist and revolucionary – Colin McDowell

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